terça-feira, 29 de março de 2011

PROJETOS DA EBD 2011

Alvo Geral da EBD:
Proporcionar o conhecimento da palavra de Deus, formando cristãos capazes de testemunha Cristo, através da sua conduta e vencer as dificuldades diárias, vencendo o maligno.
Incentivar a leitura da bíblia
Incentivar a participação assídua na escola
Incentiva ser cristãos praticantes da palavra de Deus
Alvo específico da EBD:
Crescimento quantitativo (alunos) e qualitativo (professores)-
Formar uma cultura de interesse pelo aprendizado da palavra, sendo alunos assíduos, participantes e produtores de novos alunos, frutos.
Metodologia;
Para alcançar os alvos citados serão necessários;
1-Para o crescimento qualitativo dos professores:
1.1 - Curso para professores;
1.2 - Curso de Aperfeiçoamento;
Material didático;
Revista da EBD
Quadros Brancos;
Forma dinâmica e didática ao lecionar (planejamento de aula)- cada professor, deve procurar elaborará um planejamento de aula.
Para alcançar a quantificação dos alunos.
Professores fixos em cada turma
Proporcionar uma interação maior entre professor e aluno, através de telefonas e correspondências.
Aulas dinâmicas e participativas
Visitas aos alunos.
Metas para os professores;
Cada professor se responsabilizar em um período trimestral, para proporcionar o crescimento em sua turma. Visitar os alunos em suas residências, acompanhamento mais próximo dos alunos. Recompensar o aluno mais assíduo, mais participativo.
O professor também será recompensado pelo seu esforço e trabalho.
O objetivo geral:
Após um ano de implantação ter 50% a mais de alunos matriculados e assíduos na escola bíblica de 2011.


COORDENAÇÃO DA EBD DO TC 2011.

segunda-feira, 28 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER









AOS PROFESSORES

PARA OS PROFESSORES

(1ª reunião)
2 Tm 2.2. "o que aprendeste de mim... isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros"
Mt 9,35-38
"Percorria Jesus todas as cidades e aldeias nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e moléstia entre o povo. E vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não tem pastor. Então, disse aos discípulos: A seara é grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogai,pois, ao Senhor da Seara que mande ceifeiros para a sua seara."
ESTAS PALAVRAS DE JESUS INDICAM 4 VERDADES:
1. A necessidade Espiritual dos homens em toda as partes é muito grande;
2. As necessidades superam as possibilidades "os obreiros são poucos";
3. Os obreiros devem ser enviados por Deus;
4. Nossa responsabilidade é rogar ao Senhor que envie obreiros para a seara.
Ef 4.11.12.
Aqui Paulo apresenta a estratégia de Deus para edificar a igreja.
IGREJA COMO CORPO
CRISTO COMO CABEÇA
CADA FILHO, UM MEMBRO DO CORPO
OBJETIVO: EDIFICAÇÃO DO CORPO.
Tudo isso implica no crescimento da igreja em:
QUALIDADE - UNIDADE - QUANTIDADE (13-16).
Deus nos escolheu para edificarmos a Igreja dEle.(12 -16).
A FUNÇÃO DA CABEÇA:
Governar o corpo - a cada membro;
Da vida ao corpo - enchê-lo (Ef 1.2;3.1;4.1)
Dar crescimento ao corpo - Ef 4.15;
Dar dons, dotar de graça(habilidades) para o desempenho de suas funções. Ef 4.7,8.
Conceder uns para Apóstolos, profetas, evangelistas, Pastores e Mestres. Ef 4.11.
FUNÇÃO DO CORPO:
Cada membro tem uma função a desempenhar no corpo;
Cada membro recebe de Cristo a graça(capacidade) para desempenhar sua função.(v.7).
Cada membro, um ministro do Senhor(12).
Cada membro tem o ministério de trabalhar na edificação do corpo(12).
Cada membro deve ser aperfeiçoado, capacitado para cumprir seu ministério;
Cada membro deve está colocado no corpo em lugar definido, unido, comprometido e sujeito, para o desempenho de sua função(16);
Cada Membro deve atuar ou ser atuante no corpo de Cristo, para produzir crescimento e Edificação do corpo em amor.
A luz de tudo isso, concluímos que as funções principais dos Apóstolos,Profetas, Evangelista e Pastore e Mestres:
EDIFICAR - APERFEIÇOAR - FORMAR.
PREPARÁ-LOS - CAPACITÁ-LOS, TREINÁ-LOS E EQUIPÁ-LOS.
Tudo isso para a edificação do Corpo de Cristo. De modo que na estratégia de Deus a Igreja é um Seminário, e cada irmão um Seminarista.
E é nossa responsabilidade(4,11) de aperfeiçoar, capacitar e edificar os santos.
Tendo como exemplo o nosso Jesus, nos 4 evangelhos, podemos ver que ele concentrou seu ministério na FORMAÇÃO DE HOMENS e fez disso o primordial de seu ministério.
Outra coisa muito importante para nós como ministro do Senhor. Jesus não formou um Discípulo, mas doze. Ele nunca enviava sozinho e sim de dois em dois. E na obra de Deus, trabalhar em equipe tem um VALOR muito grande na tarefa de edificar a Igreja de Jesus.
Por isso Paulo disse: "o que aprendeste de mim, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros"
Ele quis dizer: DEDICA-TE A FORMAR OBREIROS, CRENTES FORTES E ALICERÇADOS NA PALAVRA.
Termino relatando algumas características de um obreiro(a) do senhor:
Humilde, manso, paciente, domínio próprio, amável, cheio de amor, misericordioso, bom, generoso, serviçal, compassivo, hospedeiro, respeitoso, diligente, trabalhador, responsável, fiel, corajoso, prudente, obediente, ordeiro, digno e exemplo etc.
Pr. Cléucio - Coordenador da EBD TC

QUEM SOMOS

Somos a Escola Bíblica Dominical do Templo Central da Assembléia de Deus, Campo da Cidade Nova em Ananindeua/Pará. Nosso pastor presidente o Pr. Nerias Pinheiro.
O nosso dirigente do Templo Central é o Pr. Roberto Lima.
Coordenador: Pr. Cléucio Teixeira e o Irmaõ Augusto.

Com o objetivo de fortalecer a Escola Dominical e estimular que maior número de pessoas participe da mais importante agência de educação cristã na igreja evangélica, no próximo domingo se comemora, no Brasil, o Dia Nacional da Escola Dominical.

COMEMORAREMOS NO 3° DOMINGO DE SETEMBRO É O DIA DA ESCOLA DOMINICAL

É a Escola Dominical o departamento mais importante da igreja, porque evangeliza enquanto ensina, cumprindo assim, de forma cabal, as duas principais demandas da Grande Comissão, que nos entregou o Senhor Jesus (Mt 28. 19-20).
A Escola Dominical é também um ministério interpessoal, cujo objetivo básico é alcançar, através da Palavra de Deus, as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos, a família, a igreja e toda a comunidade.
Por conseguinte, é a Escola Dominical a única agência de educação popular de que dispõe a igreja, a fim de divulgar, de maneira devocional, sistemática e pedagógica, a Palavra de Deus.
“A Escola Dominical, devidamente funcionando, é o povo do Senhor, no dia do Senhor, estudando a Palavra do Senhor, na casa do Senhor”

OS OBJETIVOS DA ESCOLA DOMINICAL

Quatro são os objetivos primaciais da Escola Dominical: ganhar almas, educar o ser humano na Palavra de Deus, desenvolver o caráter cristão e treinar obreiros.
Ganhar almas. Ganhar almas significa convencer o pecador impenitente, através do Evangelho de Cristo, quando à premente necessidade de arrepender-se de seu pecados, e aceitar o Filho de Deus como o seu Único e Suficiente Salvador.
Evangelizar, ou ganhar almas, é o primordial objetivo da Escola Dominical. Pois antes de ser a principal agência educadora da Igreja, é a Escola Dominical uma agência evangelizadora e evangelística.
Evangelizadora: proclama o Evangelho de Cristo enquanto ensina.
Evangelística:
prepara obreiros para a sublime missão de ganhar almas. 

Dessa forma, cumpre a Escola Dominical a principal reinvidicação da Grande Comissão que nos deixou o Senhor Jesus (Mt 28. 18-20). A Escola Dominical que não evangeliza não é digna de ostentar tão significativo título.
Educar o ser humano na Palavra de Deus. Em linhas gerais, educar significa desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e espiritual do ser humano, tendo em vista o seu pleno desenvolvimento.
No âmbito da Escola Dominical, educar implica em formar o caráter humano, consoante às demandas da Bíblia Sagrada, a fim de que ele (o ser humano) seja um perfeito reflexo dos atributos morais e comunicáveis do Criador.
As Sagradas Escrituras têm como um de seus mais sublimados objetivos justamente a educação do homem. Prestemos atenção a estas palavras de Paulo: “Toda Escritura é devidamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17).
“Um jovem educado na Escola Dominical raramente é levado às barras dos tribunais”.
Desenvolver o caráter cristão. Também é missão da Escola Dominical a formação de homens, mulheres e crianças piedosos. Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo é irreplicável: “Exercita-te a ti mesmo na piedade” (1 Tm 4.7).
A piedade não se adquire de forma instantânea. Advém-nos ela de exercícios e práticas espirituais que nos levam a alcançar a estatura de perfeitos varões.
“A conversão de uma alma é o milagre de um momento; a formação de um santo é a tarefa de uma vida inteira”.
Só nos resta afirmar ser a Escola Dominical uma oficina de santos. Ela ensina a estes como se adestrarem na piedade até que venham a ficar, em todas as coisas, semelhantes ao Senhor Jesus.
Treinar obreiros. Embora não seja um seminário, nem possua uma impressionante grade curricular, é a Escola Dominical uma eficientíssima oficina de obreiros. De suas classes é que saem os diáconos, os presbíteros, os evangelistas, os pastores, os missionários e teólogos.
Um cálculo muito modesto assinala que 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros e 95% dos pastores e missionários foram, em algum tempo, alunos da Escola Dominical.
Os pais devem se preocupar a levar seus filhos na Escola Dominical. “Não mande seus filhos a Escola Dominical. Venha com eles”.

A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL

A Escola Dominical nasceu da visão de um homem que, compadecido pelas crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel.
Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.
É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Roberto Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna – o inglês.
Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando o domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus?
Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso e incondicional.
Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira.
No dia três de novembro de 1783, Raikes publica em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos de Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical. “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus que a Igreja dispõe”.

A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL

A Escola Dominical no Brasil teve como nascedouro a cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A data jamais será esquecida: 19 de agosto de 1885. Nesse dia, os missionários escoceses Robert e Sara Kalley dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram aquela aula. Mas foi o suficiente para que o seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país.

CURSOS

ESTAMOS COM O CURSO DE PREPARAÇÕES DE PROFESSORES PARA EBD. A CLASSE SE CHAMA "CLASSE OFICINA". QUE TAMBÉM SERVE DE CAPACITAÇÃO PARA OS QUE JÁ SÃO PROFESSORES.
O CURSO FUNCIONA TODOS OS DOMINGOS DAS 8:00 ÁS 9:30.
EM DEZEMBRO FAREMOS A FORMATURA DOS NOVOS PROFESSORES E OS QUE FIZERAM A CAPACITAÇÃO.
AINDA TEMOS VAGAS:
AGUARDE PRÓXIMOS CURSOS!

A CIMA FOTO DA CLASSE OFICINA - ASPIRANTES A PROFESSORES  

COMO EVANGELIZAR CRIANÇAS

 
 
A. POR QUÊ DEVEMOS EVANGELIZAR AS CRIANÇAS?
Pv 22:15 - ______________________________________
_______________________________________________
Mt 18:3 e Mc 10:13 – 15 - __________________________
_______________________________________________

B. O QUÊ FALAR NO EVANGELISMO INFANTIL ?
2 Tm 3:15 – O PLANO DE SALVAÇÃO ( presente em toda a bíblia )
Rm 3:23 Rm 6:23a Jo 3 :16 2 Pe 3:18 Rm 6:23b e 1 Co 15:3 e 4 Jo 5:24
1º- DEUS AMOU E AMA A HUMANIDADE ________________________
2º- TODOS HUMANOS SÃO PECADORES E ESTÃO SEPARADOS DE DEUS____________________
3º- MERECEMOS UM CASTIGO PELOS NOSSOS PECADOS: A MORTE ______________________
4º- JESUS SOFREU O CASTIGO DA MORTE EM NOSSO LUGAR E RESSUSCITOU ______________
5º- PRECISO CONFIAR PESSOALMENTE NESTA SALVAÇÃO PARA _________________________
PASSAR DA MORTE PARA A VIDA ETERNA
6º- A SALVAÇÃO ME DÁ UMA NOVA VIDA E PARA DESFRUTÁ-LA _______________________
PRECISO CRESCER NO CONHECIMENTO DO SENHOR JESUS
Antes dos 4 anos – 1% aceitam a Cristo
Após os 30 anos – 4% aceitam a Cristo
Dos 14 aos 30 anos - 10% aceitam a Cristo
Dos 4 aos 14 anos – 85% aceitam a Cristo
( Fonte : Moody Press )
“ Uma criança recebe o evangelho com humildade, com fé simples e com desapego ás coisas mundanas .
(...) Ela é suficientemente humilde para não ter preconceito . Conte para uma criança pequena a
respeito de Jesus Cristo, o Salvador, e se Deus abençoar o contar da história da cruz , e se ela
acreditar na história , ela a recebe sem ter pontos de vistas e noções erradas para revidar . Muitos
adultos ouvem o evangelho com a idéia de que Cristo é meramente um homem,(...) Outro ouve a palavra
com a lembrança de tudo que ouviu e leu sobre infidelidade, heresias e imprecações . (... ) Outro vem
com mente estufada com justiça própria e orgulho , (...) ou dependência de alguma ordem formal ou rito
religioso. (...) Ora, a querida criança, quando escuta a história do amor de Deus em Cristo Jesus não
tem nenhum desses preconceitos para atrapalhar o que ouve . (...) esse livramento de noções
preconcebidas é algo de que nós precisamos muito . (...) Não me recordo de ter algum dia encontrado
uma criança que tivesse de batalhar contra a justiça própria na hora de vir a Cristo .”
( Spurgeon, in Pescadores de Crianças , p.38-40)

C- COMO ENSINAR O PLANO DE SALVAÇÃO ÀS CRIANÇAS
Método básico : método das cores
DEUS AMOU E AMA A HUMANIDADE - cor ________________
• O plano de salvação é um plano de AMOR
• Deus nos ama porque criou tudo o que existe , criou a raça humana , criou tudo perfeito para nós :
CONTAR HISTÓRIAS DA CRIAÇÃO ( Gênesis 1 a 3 )
• Deus nos ama porque enviou Jesus à terra
• Deus nos ama porque está preparando um lugar maravilhoso , uma cidade feita de ouro e pedras
preciosas para morarmos com Ele . CONTAR SOBRE A NOVA JERUSALÉM (Ap 21)
EXEMPLO : comparar o amor de Deus ao amor dos pais ou de quem cuida
Cuidado : Antes de falar do pecado é preciso falar à criança que Deus a ama
Ligação com o próximo tópico : mas apesar deste Amor de Deus, o 1ºcasal que Deus criou
desobedeceu a Deus e assim ...

TODOS HUMANOS SÃO PECADORES E ESTÃO SEPARADOS DE DEUS- cor _______________
• Todos somos pecadores , adultos e crianças ; pode-se falar do pecado original de Adão e Eva
dependendo da idade da criança ( acima dos 8 /9 anos ) ou se ela perguntar porque todos pecamos
• Nossos erros são chamados de pecados
• Dar exemplo de pecado infantil : mentir , roubar,desobedecer aos pais e professores , invejar,
reclamar , brigar ...
• Estes pecados nos separam de Deus , pois ele é totalmente Santo, sem nenhum pecado
Exemplo : A água deve estar limpa para bebermos. Mas qual a diferença de a sujarmos com uma
colherzinha de barro ou de um Kilo de barro ? Ela ficará suja de qualquer jeito . Com o pecado é assim,
ele “ mancha “ nossa relação com Deus , pois Ele é totalmente Santo e não entra em contato com o
pecado .
Ligação : Quando fazemos algo errado merecemos um..... CASTIGO , por isso ....
MERECEMOS UM CASTIGO PELOS NOSSOS PECADOS: A MORTE- cor _________________
• Ensinar o que significa a morte : Morte espiritual = separação de Deus e morte eterna ( viver para
sempre separado de Deus) – ENSINAR ATRAVÉS DA EXPULSÃO DE ADÃO E EVA DO
PARAÍSO ( Gn 3 )
• Isto é a pior coisa que aconteceu , porque fomos feito para nos relacionarmos com Deus
Exemplo de vivermos longe de Deus : tentar jogar um jogo de vídeo game num programa errado . Não
vai funcionar.
• Mas se o castigo é a morte , como podemos pagá-lo? Porque se morrermos sem Deus passaremos pela
2ª morte e iremos para o inferno( que é o lugar em que ficaremos para sempre separados de Deus .
Nós não podemos resolver este problema !
• Falar das falsas tentativas : ser bonzinho, tentar fazer o bem , mas nunca conseguimos ficar sem
pecar...
Exemplo do problema do pecado : se uma criança quebrar algo muito caro ,como um computador, ela
não pode pagar , apesar dela ser culpada. Alguém precisa pagar por ela ...
Ligação : Deus decidiu resolver este problema e por que Ele nos ama muito , mesmo sendo nós ainda
pecadores...

JESUS SOFREU O CASTIGO DA MORTE EM NOSSO LUGAR E RESSUSCITOU- cor _______________
• Deus enviou Jesus, seu próprio Filho;
• Ele nasceu como homem, viveu sem pecado e aceitou morrer em nosso lugar;
• Através da Sua morte, do sangue que derramou na cruz , Ele pagou de uma vez por todas , a nossa
dívida pelo pecado ;
• Jesus experimentou a morte de ficar separado de Deus . Esse foi seu sacrifício;
• Deus aceitou esse sacrifício e o ressuscitou ao 3º dia ;
• Este foi o plano de Salvação realizado por Deus, através de Jesus, na cruz ;
• Somente através do sacrifício de Jesus podemos nos relacionar novamente com Deus
Exemplo da substituição : no caso de uma criança quebrar algo que não pode pagar , os pais são os
responsáveis , o pai paga e a criança está livre da culpa e da dívida . De forma parecida , não
podíamos pagar o preço do nosso pecado , só Jesus podia pagar este castigo e esta dívida .
Ligação : mas então , todas as pessoas estão livres da morte eterna ?

PRECISO CONFIAR PESSOALMENTE NESTA SALVAÇÃO PARA PASSAR DA
MORTE PARA A VIDA ETERNA – cor _________________
• Ensinar que : saber é diferente de crer e que
• Crer é depositar toda a confiança na Salvação de Jesus
• É preciso tomar uma decisão pessoal mesmo se os pais já são salvos
• Quando tomo esta decisão de crer, recebo o presente da Salvação. A partir deste momento ,
Deus me considera limpo , livre da culpa pelo pecado e por isso posso começar a me relacionar
com Ele .
• a oração não salva ela só ajuda a pessoa a “marcar” o dia da sua salvação e mostrar a pessoa que
agora pode falar livremente com Deus ;
Cuidados: - Não usar expressões de difícil compreensão como “ aceitar Jesus no coração“
- os pais são os principais responsáveis em saber se os filhos já tomaram uma decisão;
Exemplo da diferença de saber e crer : quando ganho uma bala ,só começo a sentir seu sabor
quando a desembrulho e a coloco na boca . Para isso preciso confiar que será uma bala gostosa. Se
desconfio nunca vou poder sentir de fato seu sabor, mesmo que alguém me diga , ainda assim
preciso experimentar . Quando tomo a decisão de colocar a bala na boca estou tendo acreditando
que é gostosa . Quando creio na Salvação , tenho a fé que Jesus morreu por mim e coloco toda a
minha confiança pessoal neste presente .
Ligação : e agora que já sou Salvo , o que Deus espera de mim ?
A SALVAÇÃO ME DÁ UMA NOVA VIDA E PARA DESFRUTÁ-LA PRECISO
CRESCER NO CONHECIMENTO DO SENHOR JESUS – cor _______________
• A vida eterna e espiritual começa no momento em que creio ;
• Isso não significa que paro de pecar, mas que o pecado não manda mais em mim ;
• Deus pode me ajudar a vencer o pecado ;
• Para isso preciso crescer no conhecimento de Jesus Cristo através da oração , do estudo e
prática da palavra de Deus e da convivência com a igreja de Deus que é a reunião dos salvos por
Jesus . ( falar que igreja não é o prédio ) ;
Cuidado : é preciso perguntar à criança se ela entendeu e crê na Salvação .
- para crianças cujos pais não são salvos , ou não vão a igreja é importante mostrar-lhes que devem
obedecer aos pais e orar para que eles se salvem e que Deus lhes ajude a crescer na fé.
Outras técnicas e recursos visuais :
Livro sem palavras da Apec
Materiais que seguem o método das cores ( livro , pulseira, teatro,etc)
Quadros cênicos
Cubo evangelístico
Água , detergente e óleo

Bibliografia :
FOWLER, Larry. Crianças Firmadas na Rocha . Editora Batista Regular .2007
SPURGEON, C.H. Pescadores de Crianças . Shedd Publicações . 2004

ESTUDOS

ESTUDOS

Regras de Estudo da Bíblia

PR. ANTONIO GILBERTO

Perfil

Ministro do Evangelho, Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD. Formado em Psicologia, Teologia, Pedagogia e Letras, autor de vários livros; editor da Bíblia de Estudo Pentecostal em português, sucesso em todo o Brasil; fundador e primeiro coordenador do CAPED, de 1974 a 1989, e com um ministério que vai além das fronteiras nacionais, ele é indiscutivelmente uma das maiores personalidades da literatura evangélica nacional. Recentemente, atendendo a um convite da Convenção Geral da AD nos Estados Unidos, foi empossado membro da Junta Diretora e hoje é consultor da Global University em Springfield, Missouri EUA.

1º Parte
Não vamos tratar aqui de regras de interpretação da Bíblia; isso é domínio de Hermenêutica. Trataremos de regras de estudo da Bíblia. Elas nos permitem tirar o máximo proveito espiritual da leitura e estudo das Santas Escrituras. São ora apresentadas, considerando os leitores como crentes salvos e desejosos de aprenderem a verdade contida na revelação divina. Quanto aos descrentes, impertinentes, indiferentes e escarnecedores, só temos a considerar 1Coríntios 2.14 e 2Coríntios 3.16.

Os títulos das regras que vamos dar, se considerarmos isoladamente, não oferecem muito sentido, porém, se considerados após a explanação da matéria que se lhes seguem, ver-se-á que eles ficam bem, resumidos como estão, facilitando, assim, o trabalho da memória.

Qualquer crente no Senhor Jesus Cristo pode estudar a Bíblia, uma vez que satisfaça certas regras de estudo, seja qual for o método utilizado pelo estudante. O estudo bíblico não é reservado a uns poucos favorecidos. Também, para tal, não há qualquer iniciação secreta. Deus nunca tencionou tornar difícil ou inacessível o estudo de sua Palavra, posto que o mesmo nos leva a conhecê-lo cada vez mais. Considere, pois, amado leitor, coisa de capital importância, o estudo sério, sistemático e diuturno das Santas Escrituras. É sumamente compensador em todos os sentidos.

Apresentaremos oito regras ao todo. Umas são criadas por nós, outras não. Tendo sido experimentadas estas regras, podemos garantir que elas funcionam eficazmente onde quer que forem observadas, como vai aqui descrito. Passemos, pois a considerá-las.

Sugestões para um maior aproveitamento na leitura da Palavra


1) A regra do autor
A primeira regra para o êxito no estudo da Bíblia é conhecer o seu autor. O autor é Deus. Você o conhece? Conhecer, no sentido estrito da palavra, não é apenas ter contato, ser apresentado ou cumprimentado por alguém; é ter intimidade, andar ou conviver, enfim, comungar com este alguém. Perguntamos mais uma vez: você conhece o autor da Bíblia? É Ele o seu Salvador, Senhor e Mestre? Se não conhecemos o autor da Bíblia, estaremos desqualificados para o estudo e compreensão da revelação divina. Sem conhecer o autor tudo é difícil na Bíblia. De fato, a real compreensão da Palavra depende do nosso crescimento espiritual diante do Senhor (Mc 4.33; Jo 16.12 e Hb 5.13-14). Textos sobre a regra do autor: Lc 24.27,45 e At 16.14.

2) A regra da leitura sistemática
Queremos dizer com isso: leitura seguida e total da Bíblia. Se o irmão não vem lendo a Bíblia de modo seguido e total, não se queixe de não compreendê-la. Como o leitor pensa compreender um livro que nem sequer o leu todo ainda? Não estamos falando, aqui, da leitura bíblica devocional, esta que se faz em nossos momentos a sós com Deus, dedicados exclusivamente à devoção e comunhão especial com Ele. Em se tratando de leitura da Bíblia como tal, dois métodos de estudo bíblico lhe estão afetos: o sintético e o analítico. O método sintético considera cada livro ou a Bíblia inteira como um todo. É por meio de tal método que se vê as divisões naturais de cada livro, bem como o seu desígnio especifico. O estudante da Bíblia deve ler cada livro várias vezes, sem interrupção, afim de se assenhorar de sua síntese. O método sintético não é tão laborioso, porque os livros da Bíblia são todos pequenos; mesmo os maiores podem ser lidos em poucas horas. No método sintético não se faz pausa para estudos prolongados. Faz-se esboços somente. O estudo bíblico, segundo este método, abrange a Bíblia como um todo, e de igual modo cada livro dela, e cada capítulo dentro de cada livro. Tenha você uma hora certa para leitura sistemática da Bíblia. A meditação diária nela é o segredo da vitória (Js 1.8).

O outro método fundamental para o estudo bíblico é o analítico. É o inverso do anterior. Você não irá longe no estudo analítico, se não cuidar antes no método sintético. Na forma analítica dividimos o estudo em partes para uma análise minuciosa, que pode ser de temas variados, inclusive doutrinas, personagens, tipos etc. Não há quem esgote a Bíblia, pois ela é infinita. Quanto mais a estudamos mais nos humilhamos, vendo a nossa pequenez e incapacidade ante a imponência, grandiosidade, profundeza e as riquezas da revelação divina em todos os seus múltiplos aspectos. Este é o nosso testemunho.

A regra de leitura sistemática pode parecer simples, mas é produtiva e surge efeitos maravilhosos. Jamais será vã. Já que estamos tratando da leitura bíblica, é confortante saber que a Bíblia é o único livro cujo autor está sempre presente, quando se o lê. Sim, o autor da Bíblia é onipresente. Textos sobre regra da leitura sistemática: Dt 17.19; Sl 119.130; 1Tm 4.13 e Is 34.16.

3) A regra da oração
Você não irá muito longe no estudo da Bíblia enquanto não começar aprender a orar. Pedras preciosas podem ser encontradas na superfície da terra. Porém, geralmente, é preciso cavar. A oração evidencia a nossa dependência do Pai Celestial, nossa vontade, fome, amor à verdade e humildade. Orar é falar com Deus, sendo assim um diálogo, não um monólogo. Na oração e meditação diante de Deus, Ele revela as suas grandezas. Temos exemplos na Bíblia. Bastam estas palavras sobre oração, porque a melhor maneira de aprendermos a orar é praticando. Textos sobre a regra da oração: Tg 1.5; Pv 2.3-5; Sl 119.18 e Ef 1.16-17.

4) A regra do Mestre
O mestre que nos ensina a Palavra de Deus é o Espírito Santo. Não há outro. Se não tivermos o Mestre conosco, nada aprenderemos. Ele é o Santo Espírito revelador (Ef 1.17). Só Ele conhece as coisas profundas de Deus (Rm 8.27). Deixe o Espírito Santo fluir livremente em sua vida e terá o Mestre consigo, para guiá-lo “em toda a verdade” (Jo 16.13). Textos para regra do Mestre: 1Co 2.10-12 e Jo 10.25. 

5) A regra da obediência
Deus não revela a sua verdade aos que são apenas curiosos, sem qualquer propósito de lhe obedecerem, mas aos humildes que se quedam aos seus pés e lhe obedecem por gratidão e amor. A humildade e piedade são virtudes essenciais no estudo das Escrituras (Lc 12.47-48). O espírito da desobediência paira nestes dias por toda a parte: nos meios domésticos, eclesiásticos, estudantis, etc. A obediência à verdade divina, revelada nas Escrituras, é um fato de progresso para o seu conhecimento. A desobediência contumaz à Deus, à sua vontade, suas leis, fecha a porta às suas bênçãos. Textos sobre a regra da obediência: Ed 7.10; Jo 7.17-18 e Sl 25.14.

6) A regra da fé
A Bíblia é aceita primeiro pela fé e depois pela razão. Noutras palavras: a revelação divina transcende os limites intelectuais do homem. Por exemplo: o fato de a criação do universo (confronte Gn 1.1 com Hb 11.3). Se o leitor não aceitar, pela fé, a autoridade das Santas Escrituras neste e em inúmeros outros passos bíblicos semelhantes, está desqualificado para compreender a verdade divina. É preciso que o leitor tenha a Bíblia como a autoridade final, infalível e perfeita nos assuntos por ela tratados.

Deus declara um fato e você cuida em crer nisso, porque Ele não se inclinará, para satisfazer a sua curiosidade, ou por outra, para revelar coisas que você não pode comportar, ou para as quais você e eu não estamos preparados. Textos sobre a regra da fé: Lc 24.25; 2Pd 1.21 e 2Tm 3.16-17.

7) A regra do crescimento espiritual
Nunca pare de crescer no sentido espiritual. O conhecimento das coisas de Deus vem de acordo com a nossa capacidade de recebê-lo, contê-lo, e assimilá-lo. O crescimento espiritual vem, em parte, pela obediência a verdade revelada. Privilégios implicam responsabilidade. Somos responsáveis pela verdade a nós revelada. Paulo não pôde ensinar verdades bíblicas mais profundas aos crentes de Corinto, porque os mesmos não queriam deixar de ser “crianças” (1Co 3.1).

Em Marcos 4.33, Jesus ensinou aos seus, conforme a capacidade dos mesmos em receberem o seu ensino. É o que vemos também em Hebreus 5.13-14; a falta do crescimento espiritual é um entrave no conhecimento das coisas divinas. Os textos sobre a regra do crescimento espiritual são os mesmos da regra anterior.

8) A regra dos meios auxiliares
Esses meios auxiliares são três, os quais provêem material de estudo, consulta e referência. O texto de 2Timóteo 4.13 nos leva para o campo das fontes de consulta. Aí, se fala de livros. Por certo, os da Bíblia e outros que o apóstolo possuía.

A) Livros
Há livros bons (2Tm 4.13). Há muito mais livros maus, perniciosos, venenosos como os de Atos 19.19. Resista também à tentação de levar mais tempo com os livros do que com a Bíblia. Quem fica todo o tempo só com os livros, torna-se um teórico e autêntico refletor de seus autores.

Aqui está uma sugestão de alguns livros que o estudante da Bíblia deve possuir:

•Uma boa e atualizada versão da Bíblia;
• Demais versões em vernáculo, para estudo comparativo; Uma boa Concordância e um Atlas Bíblico;
• Um Manual de Síntese Bíblica ou Chave Bíblica;
• Um Dicionário Bíblico de confiança;
• Um bom dicionário da língua portuguesa;
• Um Manual de Doutrinas Fundamentais (Teologia Sistemática);
• Um ou mais comentários gerais sobre a Bíblia (busque conselho do seu pastor quanto à indicação destes).

B)Apontamentos individuais.
Esses podem ser de três maneiras:
• Apontamentos de estudos individuais;
• Apontamentos de estudos ouvidos;
• Apontamentos de estudos lidos; A memória falha com o tempo. O melhor é tomar notas. Isso não significa perder a confiança na operação do Espírito Santo. Se fosse assim, não seria preciso Deus ter-nos provido a Bíblia em forma escrita. Habitue-se a tomar notas de seus estudos individuais, distribuindo-os por assuntos previamente escolhidos. Se você tem livros, organize um índice analítico de assuntos, o qual poderá prestar bons serviços na elaboração de seus estudos. Apontamentos enriquecem o cabedal de conhecimentos do estudante da Bíblia. A “memória” do apontamento feito nunca falha, se feita e conservada de modo organizado.   
2° Parte
Nesta edição, abordaremos a segunda e última parte do assunto tratado na revista anterior.
C) Conhecimento intelectual
Na Bíblia, Deus usa a linguagem humana para ensinar a verdade divina. A Bíblia faz menção de tudo o que é humano para que o homem possa entender melhor o que Deus quer lhe dizer. Deus é apresentado na Bíblia agindo humanamente pelas mesmas razões. Devido a isso, procure obter conhecimento intelectual sob quatro pontos de vista:

1) Conhecimento gramatical

A revelação divina, como já disse, está em forma escrita. Procure obter uma soma regular de conhecimentos de sua língua materna, a fim de compreender e escrever bem o que lê, ouve e fala. Dois exemplos: Na cena da crucificação de Jesus, os soldados romanos, por não conhecerem a língua aramaica falada por Jesus, não entenderam o seu brado proferido naquela língua (Mc 15.34-35). Outro exemplo é o caso da morte de 42 mil efraimitas por causa de uma má pronúncia (Jz 12.1-7). Sabemos casos notórios em nossos dias. Em Galátas 4.10, por exemplo, o apóstolo não está ordenando, mas relatando. Veja aí o modo do verbo. Por sua vez, em João 4.24, “espírito” é adjetivo, não substantivo!

2) Conhecimento do vocabulário bíblico e seu emprego na Bíblia
Por exemplo, o termo “justificar” na linguagem bíblica, especialmente na Epístola aos Romanos, não tem o mesmo sentido como nos dicionários comuns; vai muito além da acepção. É também o caso do duplo sentido da palavra “testamento” como usada no Novo Testamento. Também a palavra “pai”, usada apenas como ancestral como em 1Reis 15.11; Daniel 5.2,11 e Atos 7.2. Podemos citar muitos outros exemplos. A “Guarda Pretoriana”, em Filipenses 1.13. O termo vem de “pretor”, oficial de justiça do Império Romano. Era uma guarda composta de 10 mil homens. Outro exemplo: “Ásia” em Atos 19.10 e Apocalipse 1.4, era a província romana da Asia, situada na hoje chamada Ásia Menor, que tinha por capital a cidade de Éfeso. Não se tratava do atual continente asiático. Exemplos de referências e fatos históricos que o estudante da Bíblia deverá estudar: João 10.22 e Atos 21.38. E que dizer da referência histórica de Atos 17.18, quanto a epicureus e estóicos?

3) Conhecimentos gerais
De História Antiga e Moderna, antiguidades orientais, Geografia Bíblica, bem como Arqueologia e Cronologia. Os mais ilustres mestres das Sagradas Escrituras eram conhecedores do saber universal e contemporâneo. Moisés era versado em todas as ciências dos egípcios (At 7.22). Daniel era estadista (Dn 6.2-3,28). Paulo era versado inclusive em atualidades (conferir1em Atos 17.28 e Tito 1.12, onde ele cita autores seculares).

O crente deve ser atualizado com os acontecimentos, não para se exibir, mas para estar a par do que se passa no mundo, uma vez que grande parte da Bíblia se ocupa da predição de acontecimentos mundiais, cujo cumprimento estamos vendo desfilar perante nós, noticiados pelos mais diversos meios de comunicação.

O estudante da Bíblia deve ler muito para melhorar o seu preparo e estar bem informado, ampliando e atualizando seus conhecimentos gerais. Quem lê mais, sabe mais! O primeiro versículo do Novo Testamento ocupase de livros (Mt 1.1). O antepenúltimo versículo dele também ocupa-se do Livro (Ap 22.19).

4) Conhecimento, se possível, de línguas originais
Por exemplo: em João 13.10, o primeiro vocábulo “lavar” é no grego louo – banho completo; o segundo vocábulo “lavar” é nipto – lavar apenas uma parte do corpo. “Limpo”, no final do citado versículo, é katharos, que significa isento de mancha. Tudo isto num só versículo! Se essas diferenças não forem consideradas, como será devidamente explicado o assunto?

Em Mateus 28.19 ARC, o primeiro “ensinai” é matheteusate – discipular; o segundo é didascantes – instruir metodicamente.

 “Família de Estéfanas” em 1Coríntios 1.16 é oikos – membros da família; já em 16.15 do mesmo livro, “família de Estéfanas” é oikia – empregados, serviçais. O mesmo termo oikia aparece em Filipenses 4.22, traduzido por casa, significando empregados, serviçais da casa de César, o imperador.
Em Mateus 15.37, cesto é spuris – cesto grande; já em 16.9 do mesmo livro, cesto é kophinos – cesto pequeno. É muito interessante estes dois casos, por tratar-se dos dois milagres da multiplicação dos pães e peixes por Jesus.

Em Isaías 45.7 onde diz de Deus: “Eu faço o mal”, “mal” é ra – que é mal não no sentido pecaminoso, e sim de adversidades, dificuldades, problemas. A mesma palavra aparece em Salmos 5.4; 1Samuel 20.9; Provérbios 22.3 e 1.33. O mesmo sentido ocorre em Mateus 6.13,34. Textos sobre a regra dos meios auxiliares: Dn 9.2; 2Tm 4.13; Gl 6.11; Ap 1.3,11.

9) A regra do bom senso ou da razão

É o uso da razão, da cabeça. A Bíblia foi-nos dada por Deus, não só para ocupar o nosso coração, mas também o nosso raciocínio (Hb 8.10). O bom senso tem muito efeito no estudo bíblico, especialmente na linguagem figurada, tão abundante nas Escrituras. Encontrando textos difíceis, é preciso usar o bom senso, pois a analogia geral das Escrituras é um fato. Não há lugar para contra-sensos. Ao encontrarmos um texto difícil, apresentando discrepância, não pensemos logo que há erro. Na Bíblia, as dificuldades são do lado humano, como tradução mal feita, falhas gráficas, falsa interpretação, má compreensão. A analogia geral da Bíblia tem que ser mantida. Exemplos: Is 45.7 e Mt 23.35 com 2Cr 24.20; 1Sm 16.14 e Js 24.19; 2Cr 6.1 com 1Jo 1.5 etc. Textos sobre a regra do bom senso: Hb 5.14; Mt 16.3 e 1Jo 5.20.

10) A regra do texto
Esta regra é tríplice. O texto bíblico deve ser considerado:

Quanto à sua aplicação.
Esta pode ser quanto ao povo, tempo e lugar.

Quanto ao sentido
O sentido pode ser literal, figurado ou simbólico.

Quanto à sua mensagem
Esta pode ser doutrinária, profética ou histórica. Conheça outros importantes aspectos a serem
A exiguidade de espaço não nos permite entrar em detalhes nas divisões desta regra. Pelo exposto, vimos que no estudo do texto bíblico precisamos ver: Quem está falando através do registro sagrado; para quem está falando; em qual dispensação, tempo ou aliança está falando; para qual propósito está falando.

11) A regra do contexto
Contexto vem do latim contextus, que significa tecido. É o “tecido” da história, do fato etc. Desprezar o contexto é aprender errado e depois ensinar assim. É deixar a interpretação por conta do acaso! Ignorar o contexto resulta em dar vazão a preconceitos, dogmatismos e especulações sem qualquer base no ensino bíblico geral. As Escrituras, no seu conjunto total, formam uma unidade perfeita, completa. Não é jamais correto tomar um trecho qualquer e fazê-lo a base de uma doutrina. Isso conduz a conseqüências funestas, enganos e heresias. É de textos isolados que se aproveitam as seitas falsas, para adaptarem a Bíblia às suas monstruosidades doutrinárias. Com textos isolados podemos provar qualquer absurdo com a Bíblia. Por exemplo: Muitos incautos tomam Filipenses 3.8 para afirmarem que Paulo condenava aí a sabedoria, o saber natural. Porém, leia-se o contexto e ver-se-á que o caso é bem outro. O mesmo acontece em Isaías 26.14,19. Outro exemplo: Combine Mateus 27.5b com Lucas 10.37b e você verá o falso ensino do suicídio na Bíblia!

Muitos tomam 1 João 2.27 sem considerar o contexto, e ensinam que o crente que tem unção de Deus em sua vida não precisa receber qualquer ensino bíblico ou preparação para o trabalho do Senhor. Ora, a Bíblia se refere aí ao crente receber o ensino de falsos mestres, dos enganadores mencionados no v26. Em 1Timóteo 5.14, Paulo se refere a viúvas jovens, moças, e não a moças solteiras; para isso basta ler o contexto, no v11. No Salmo 42.5, o salmista refere-se diretamente ao Templo de Jerusalém. Considerando isto, o texto torna-se muito mais tocante. Há, é claro, o sentido indireto e geral.

Há livros na Bíblia que não têm contexto definido, como Jó, Provérbios, Eclesiastes, Cantares. O contexto pode ser imediato ou remoto, isto é, pode ser um versículo, um capítulo ou o livro todo. Textos sobre a regra do contexto: 2Pd 1.20 e Rm 15.4.

12) A regra da revelação comulativa
Revelação comulativa é o acervo de referências bíblicas tratando de um determinado assunto. É um requisito primordial para a compreensão das doutrinas bíblicas. Não se pode formar doutrinas em textos isolados, como já mostramos. O primeiro passo para tirar melhor proveito na observação desta regra é catalogar todos os textos ou referências dos assuntos. Analise em seguida cada texto. Após o estudo minucioso, distribua os textos nos sub-tópicos do assunto escolhido. Uma boa concordância bíblica presta grande serviço aqui, bem como a memória individual sob a iluminação e inspiração do Espírito Santo. O índice analítico de assuntos é também valioso. Apontamentos bem organizados também prestarão um bom serviço. É claro que a oração, meditação e dependência de Deus deverão ocupar o primeiro lugar em tudo isso.
Considerando esta regra, há dois tipos de referências bíblicas: as reais e verbais. A referência verbal é um paralelismo de palavras; a real, um paralelismo de pensamentos e idéias. Texto sobre a regra da revelação comulativa: Sl 36.9.

13) A regra do tema central
A Bíblia inteira é a história do Senhor Jesus Cristo. O Antigo Testamento pode ser resumido numa frase: Jesus virá (Tratando do seu primeiro advento, é óbvio). O Novo Testamento pode também ser resumido numa outra frase: Jesus já veio.

No Antigo Testamento, lá está Ele nos tipos, símbolos e profecias. No Novo Testamento, nós o temos em realidade. Portanto, Cristo é a chave que abre cada escritura. É preciso ler toda a Bíblia com isto em mira. Em Gênesis, Ele aparece como o Redentor Prometido, nascendo de uma mulher (Gn 3.15). Em Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascoal (Ex 12.1-13). Em Levítico, Ele é o Sacrifício Perfeito (caps. 1-7). Em Números, Ele é a Rocha Ferida (Nm 20.2-11). Em Deuteronômio, Ele é o Profeta Vindouro (Dt 18.18-19). Em Josué, Ele é o Vencedor. Em Juízes, é o Defensor do seu povo. Em Rute, o nosso Parente Chegado, e assim por diante. Textos sobre a regra do tema central: Lc 24.44 e Ap 22.16b.

Que o estudo sistemático da Bíblia seja uma realidade na vida de cada um dos leitores, ou antes, na vida de cada filho de Deus. 


A Escola Dominical e o Perfil do Egresso

Estabelecendo o Perfil do Egresso

O debate atual sobre a Escola Dominical na atualidade, via de regra, se limita a diagnosticar os problemas. Problemas existem, com certeza. Todavia, o melhor a fazer, já que temos o diagnóstico, é apresentar soluções. Não podemos parar na etapa inicial de um tratamento médico, por exemplo. Depois de diagnosticado, um problema precisa ser tratado.
Não tenho a solução para os problemas da Escola Dominical. Entretanto, proponho um avanço na busca por soluções. Sinto que é possível fazer algo que auxilie a repensar a Escola Dominical.
Retomo, agora, os dois fatos que já mencionei anteriormente em outros dois artigos: o elemento quase ausente nas discussões sobre a Escola Dominical – O Perfil do Egresso e as preocupações de Raikes ao criar a Escola Dominical – Educação para a vida.

1. Perfil do Egresso: Base do projeto pedagógico

Imagino que o fundamento de todo projeto e processo educacional é: O Perfil do Egresso. Intuo que é a partir dele e ao redor do qual todos os demais aspectos da Escola Dominical devem orbitar.
Como disse, o Perfil do Egresso é a expressão utilizada na Educação para designar a pessoa formada ao final do processo educativo. Perfil do Egresso é sinônimo de “que tipo de pessoa se quer formar?”
Assim, antecipar o perfil da pessoa que deve ser formada pela Escola Dominical é estabelecer as metas do trabalho educacional.
Minha proposta é conjugar uma visão bíblica do ser humano (Antropologia Bíblica) com aqueles aspectos permanentes da sua constituição original quando de sua criação. Digo aspectos permanentes, pois acredito que há certas características que a pessoa humana traz consigo e que faz parte de sua natureza criada.
Na formulação de um projeto educacional é preciso dialogar permanentemente com o contexto. Para a Educação há um contexto maior que ultrapassa as barreiras culturais. É o contexto da humanidade.

2. Quatro Pilares da Educação

Assim, a UNESCO estabeleceu o chamado “Quatro pilares da Educação[1] para reconstruir, através da educação, uma nova humanidade. Os quatro pilares são: 1. Aprender a Conhecer; 2. Aprender a Ser; 3. Aprender a Fazer; e 4. Aprender a Viver Juntos.
Do ponto de vista da visão bíblica, proponho quatro elementos correlacionados para construir o Perfil do Egresso da Escola Dominical: 1. Ser Integrativo (Aprender a Conhecer); 2. Ser Integral (Aprender a Ser); 3. Ser Integrador (Aprender a Fazer); e 4. Ser Integrado (Aprender a Viver Juntos).
A isso eu chamo de Inteligência Sapiencial, com o lema: Educar com Inteligência. Viver com Sabedoria.
Inteligência Sapiencial é um conceito inovador em termos de Educação Cristã e Religiosa.
Com a Inteligência Sapiencial proponho uma nova abordagem para a Educação nas Igrejas. Abordagem fundamentada na sabedoria bíblica, a partir da qual podemos reformular o Perfil do Egresso, os Saberes a serem aprendidos e a Didática a ser desenvolvida.
A tese proposta tem seus fundamentos bíblicos em diálogo permanente e criativo com a Teoria da Complexidade (Edgar Naoum Morin); com a mediação das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) e com um paradigma Teológico apropriado, a saber, o paradigma da Teologia Bíblica.